Propilenoglicol na Comida Faz Bem? O que é? É Seguro?

O propilenoglicol é um ingrediente encontrado em alguns alimentos industriais, cosméticos e produtos de higiene pessoal. As principais entidades que regulam a alimentação afirmam que eis um aditivo seguro para o uso em alimentos, cosméticos e produtos de higiene. Porém, há alguns especialistas que alertaram sobre um possível efeito tóxico causado na ingestão deste aditivo. Vamos investigar, neste artigo, com base em estudos científicos, se o propilenoglicol faz bem ou mal, se é seguro, o que é de fato e para que serve. Vamos lá?

O que é propilenoglicol?

propilanoglicol

Eis um aditivo sintético utilizado na produção de diversos alimentos. Ele faz parte da mesma categoria química que o álcool. Ele é um líquido sem cor, sem cheiro e um pouco mais espesso que a água. Ele não tem sabor de nada. E é incluído em alimentos processados.

Ele também é chamado de:

  • 1,2-propanodiol
  • 1,2-di-hidroxipropano
  • Trimetil glicol

Muitos o confundem com o etilenoglicol, pois ambos tem como função a ação anticongelante por conta de índices menores de fusão. Todavia, se tratam de ingredientes químicos distintos. O etilenoglicol é altamente tóxico e o seu uso na indústria alimentícia é proibido.

Para que serve?

para que serve

A principal função do propilenoglicol é melhorar a textura dos alimentos, modificar o sabor, a aparência e conservar por mais tempo. Porém, há outras funções em que ele é empregado. A saber:

  • Anti-aglomerante: ele permite com que alguns alimentos não grudem, como o queijo ralado, por exemplo;
  • Antioxidante: ele atua como conservante alimentar, protegendo os alimentos da oxidação causada pelo oxigênio;
  • Emulsionante: torna algumas misturas mais homogêneas;
  • Texturizador: modifica a textura dos alimentos deixando-os com uma percepção diferente nas papilas gustativas;

No geral, ele é presente em alimentos embalados, como sopas, biscoitos, massas para bolos, pipocas, pães e laticínios. Ele também é encontrado em alguns remédios injetáveis e alguns cremes e pomadas. Por fim, há também o seu uso na indústria de cosméticos e higiene pessoal.

Ele é perigoso? Efeitos na Saúde

perigos

Segundo entidades americanas e brasileiras que regulam a parte sanitária, ele é cientificamente seguro para o consumo humano. A Organização Mundial da Saúde, órgão da ONU que regula a alimentação no mundo, afirma que até 10mg de propilenoglicol por quilo corporal é seguro de ser ingerido por dia.

Alguns estudos mostraram que a toxicidade deste químico esta na casa de 213 gramas de propilenoglicol por dia. Isso seria cem vezes a mais do que é encontrado na dieta média. Por conta disso, há apenas um relato médico de toxicidade por propilenoglicol.

O principal sintoma de toxicidade por excesso desta sustância é a depressão. Além de respiração mais lenta, redução dos batimentos cardíacos e perda de consciência.

Grávidas e Lactantes

Mulheres grávidas, lactantes, bebês e crianças costumam ter índices menores de desidrogenase do álcool. Eis uma enzima que age na digestão do propilenoglicol. Assim sendo, estes grupos estão mais suscetíveis a toxicidade por propilenoglicol. No caso das crianças, elas podem levar até três vezes mais tempo para que o organismo se livre do propilenoglicol.

Todavia, os estudos apontam que os ricos estão relacionados ao uso de medicamentos com a substância. Não há relatos de toxicidade por dieta.

Alergia e Intolerância

alergia

A associação que regula a dermatologia nos Estados Unidos incluiu o propilenoglicol como substância alérgica no ano de 2018. Estima-se que até 4% da população mundial tenha alergia cutânea a esta substância. Estas pessoas costumam desenvolver dermatite quando têm a sua pele em contato com a substância. Foi relatado, também, a dermatite sistêmica com a ingestão de certos alimentos e medicamentos ricos em propilenoglicol. Mas isso também pode ocorrer por conta de alguns shampoos, hidratantes e outros produtos da indústria cosmética que contém tal substância.

Se você tem a pele sensível, você tem uma chance maior de ser alérgico a esta substância.

Caso tenha alergia, evite os alimentos que contém no rótulo tal substância. Consulte, também, os ingredientes dos seus produtos cosméticos e de higiene, além de, claro, os medicamentos.

Ao perceber qualquer sintoma, procure imediatamente o seu médico.

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